Quem eu sou?
Sou Sibila Malfatti Mozer, neuropsicóloga e psicanalista, bióloga e filósofa graduada. Mestre em psicologia clínica e da saúde. Colunista do jornal Tribuna de Campos do Jordão. Atuo na área da psicologia há uma década.
Formações:
Pós-graduações:
Neuropsicologia;
Sexualidade;
Psicanálise;
Perinatalidade;
Comportamento Financeiro;
Terapia cognitivo comportamental;
Terapia ocupacional na saúde mental;
Psicologia do esporte;
Transtornos alimentares;
Obesidade e cirurgia bariátrica.
Cursos:
Terapia ABA;
Avaliação neuropsicológica;
Autismo;
Avaliação e intervenção/estimulação
cognitivo comportamental para idosos;
Arteterapia;
Aplicação de testes de personalidade
(palográfico, htp, WISC e mais);
Psicanálise pelo Fórum do Campo Lacaniano - SP.
Parte 2: Como escolher o psicólogo certo, valores e bastidores da profissão. 💡👇
Continuando nossa conversa especial do Dia do Psicólogo! Na Parte 1 desmistificamos os medos de iniciar a terapia, e agora na Parte 2 vamos para as dúvidas práticas do processo:
💻 Terapia online x presencial: qual funciona melhor? 🔎 Como saber se encontrei o profissional certo para mim? 📚 O que são as "abordagens" e por que escolhi a Psicanálise (e o processo de desalienação); 👨⚕️ A diferença real entre o trabalho do psicólogo e do psiquiatra; 💼 A verdade sobre a variação de valores, supervisão e o trabalho invisível dos bastidores.
Feliz Dia do Psicólogo a todos os colegas que honram o sigilo, o estudo contínuo e a escuta ética todos os dias! ❤️
📲 Salve este vídeo para consultar depois e compartilhe com alguém que está pensando em começar a terapia este ano.
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Tudo o que você sempre quis perguntar sobre terapia, mas teve vergonha. 👀👇
No Dia do Psicólogo, em vez de só comemorar, resolvi responder às dúvidas mais frequentes (e medos secretos!) de quem quer começar a terapia, mas ainda sente algum receio.
Nesta Parte 1, conversamos sobre: 🔒 O sigilo profissional e a garantia de um espaço seguro; 🗣️ A diferença entre ser orientado e receber "conselhos" práticos; 🙏 Como a sua fé/religião é acolhida no consultório; 🧠 O mito de que terapia é só para quem está em crise extrema.
Cuidar da saúde mental não precisa ser um tabu. Pedir ajuda é, acima de tudo, um ato de coragem e autonomia.
👉 Ficou alguma dúvida sobre o formato das sessões ou valores? A Parte 2 já chega no feed com a continuação!
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A estética Tradwife e a ilusão do passado: por que a internet quer voltar para 1800? 🧵👇
Pão artesanal, vestidos florais dos anos 50 e a promessa de uma vida "simples" e submissa ao marido. O movimento tradwife cresce nas redes vendendo o lar como um refúgio da vida moderna. Mas o que a psicanálise tem a ver com essa tendência?
Freud explicava que diante do desamparo e do esgotamento causado pelo mundo externo (no nosso caso, as exigências do capitalismo e da rotina moderna), a mente psíquica tende a acionar mecanismos de defesa como a regressão. Fantasiar a dependência e a entrega do controle a uma figura de autoridade é uma tentativa de escapar da ansiedade do presente.
Essa romantização é justamente o centro do filme Yesteryear (estrelado por Anne Hathaway e baseado na obra de Caro Claire Burke). Na trama, uma influenciadora tradwife acorda de repente em 1855, encarando na pele o que era, de fato, a vida de uma mulher no século XIX: rotina braçal exaustiva, falta de saneamento, dependência financeira total e zero direitos civis.
Nossa mente costuma criar uma "nostalgia de um passado idealizado" — um tempo que nunca existiu da forma poética como imagino. O problema não está em optar por cuidar da casa, mas em vender a perda de autonomia e o apagamento de conquistas históricas como se fosse um conto de fadas.
Afinal, a busca por descanso no lar justifica abrir mão da independência?
💬 Deixe sua opinião nos comentários!
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O diagnóstico e a conta bancária mudam completamente a forma como as pessoas enxergam as atitudes do dia a dia. Mas existe um detalhe ainda mais profundo: enquanto para o milionário esses comportamentos são escolhas baseadas em luxo ou preferência, para a pessoa autista são necessidades reais de regulação.
Se incomodar com a etiqueta de uma roupa, o barulho de um ambiente ou a quebra de uma rotina não é "capricho". Para quem tem hipersensibilidade ou precisa de previsibilidade, o tecido errado pode causar dor física real e um ambiente imprevisível pode gerar uma sobrecarga exaustiva.
A crítica é justamente essa: a sociedade acolhe, respeita e acha elegante o capricho do rico, mas invalida e rotula como "frescura" a necessidade biológica e neurológica do autista.
Lembrando sempre que o autismo é um espectro — cada pessoa vive essas necessidades de formas totalmente diferentes. Respeitar limites não deveria depender da conta bancária.
Qual desses pontos você sente que as pessoas mais confundem no dia a dia? 👇
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline se manifesta em homens? 🧠
Quando falamos de TPB, é comum que a imagem associada seja a das manifestações femininas clássicas. No entanto, em homens, a dor e a desregulação emocional costumam se expressar de forma muito diferente — o que frequentemente leva a diagnósticos errados e a um sofrimento silencioso.
📌 Pontos de atenção na manifestação masculina:
• Máscara da Raiva: A dor e o medo do abandono costumam vir fantasiados de irritabilidade, explosões ou comportamento desafiador.
• Comportamentos de Risco: A autodestruição assume formas como direção perigosa, abuso de substâncias, jogos de azar ou condutas impulsivas.
• Confusão Diagnóstica: Pela agressividade defensiva, muitos são erroneamente rotulados com Transtorno Antisocial (sociopatia) ou Bipolaridade.
• Hipersensibilidade Sensorial: Ambientes barulhentos, luzes e excesso de estímulos podem levar o sistema nervoso ao modo de "luta ou fuga", gerando colapsos.
• Relacionamentos e Ciúme: O terror paralisante do abandono muitas vezes se expressa em hipervigilância e possessividade.
⚠️ IMPORTANTE: Um homem com Borderline não é um monstro. Trata-se de alguém vivenciando uma dor psíquica intensa e que muitas vezes não aprendeu a nomear o que sente devido ao estigma social de "ser forte".
Cada indivíduo é único e os sintomas variam; jamais devemos generalizar ou justificar comportamentos tóxicos, mas entender a origem da dor é o primeiro passo para o tratamento.
🩺 Existe caminho e tratamento. A terapia salva vidas.
Você já sabia dessas diferenças? Me conta nos comentários e me siga para mais conteúdos sobre neuropsicologia e saúde mental! 👇
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Adotar um animal de estimação é uma decisão que transforma vidas — e, para quem vive com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), essa convivência traz benefícios neurobiológicos e emocionais profundos. 🐾
⚠️ Lembrando, não é promessa de cura nem tratamento, mas é um caminho que pode ser terapêutico para muitos!
E sempre existem outros caminhos, caso você não se identifique com esse.
A desregulação emocional, o medo constante de abandono e a sensação recorrente de vazio encontram no vínculo com os animais uma ancoragem real e previsível:
🧠 Neurobiologia do Afeto: Acariciar um pet reduz os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) e desacelera o sistema nervoso simpático.
🐱 A Frequência do Ronronar: A vibração emitida pelos gatos (entre 20 e 140 Hz) atua reduzindo a pressão arterial, desacelerando batimentos cardíacos e aliviando a ansiedade na amígdala cerebral.
🐶 Loop de Ocitocina e Co-regulação: Pesquisas da Universidade de Azabu mostram que o contato visual mútuo com cães dispara descargas de ocitocina no cérebro de ambos, ativando sentimentos de segurança e apego. Além disso, o abraço e a proximidade física ajudam na sincronização do ritmo cardíaco.
🗓️ Rotina e Propósito: Cuidar de um ser vivo exige consistência. A rotina de alimentação, passeios e brincadeiras quebra ciclos de inércia, isolamento e traz um sentido prático para momentos de vazio emocional.
⚠️ Lembre-se: Adotar é um ato de profunda responsabilidade. Animais dependem de nós para o resto da vida e exigem planejamento financeiro, espaço adequado e maturidade. Jamais adote por impulso.
Você tem um pet que te ajuda nos dias difíceis? Escreva o nome dele nos comentários! E se quiser entender mais sobre saúde mental sob a ótica da neuropsicologia, me siga para mais conteúdos. 👇
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